É o líder popular que tem conseguido não só desbancar a hegemonía socialista no modesto Concello de Vilardevós, senão que ademais conseguiu consolidar a sua.


Manuel Cardoso Pérez é o líder popular que tem conseguido não só desbancar a hegemonía socialista no modesto Concello de Vilardevós, senão que ademais conseguiu consolidar a sua. Encabeçou a lista em 2011 e a diferença de votos não chegou à dezena. A maioria absoluta acabou ampliando-se quatro anos depois, quando já sim o computo global situou sua lista acima dos 200 sufragios sobre a encabeçada por José Luis Pérez García. Tanto é assim, que o exregidor do município e cabeça de lista decidiu situar na reserva de sua formação como um militante de base mais, renunciando a sua acta de vereador. "Algo quererá dizer essa subida em votos, com 214, que acho que não é qualquer coisa", afirma Cardoso.

Com você passa como com muitos outros prefeitos da província, para os que estes cinco primeiros meses seguro que não têm nada novo.
Não, em absoluto. É uma continuidade do mandato anterior, sempre têm ficado atrás coisas da legislatura passada que acabaram por especificar nestes meses. Seguimos em nossa linha, que não é outra que a de seguir escutando aos vizinhos, porque para mim é imprescindível conhecer suas inquietudes. Quanto aos trabalhos realizados nestes 120 dias, pois algum pavimento como no caso de Terroso, Devesa, A Trave ou Florderrei. E alguma que outra visita às diferentes consellerías, que é o que nos toca, seguir chamando a suas portas. Há que ser muito constante e insistente, porque às vezes nos diferentes departamentos se esquecem de nossas petições.

Suponho que esta legislatura será um pouco mais tranquila, longe das visitas aos tribunais da passada.
Acho que a oposição está bem mais tranquila. Efectivamente, não está a passar o que passou na anterior, que foi um sinfín de líos, de denúncias de um lugar e de outro. Acho que meu antecessor levava muito tempo governando aqui e achavam que a prefeitura era deles, quando o Concello de Vilardevós é unicamente dos cidadãos. Um chega aqui e deve estar preparado para sair quando os vizinhos decidam.

Pode que ajude que os membros da oposição sejam de novo cuño.
Sem dúvida, são gente nova, com outra forma de fazer política e eu desde aqui lhe envio a mensagem de que, uma vez terminada a campanha, nos devemos aos vizinhos de Vilardevós. Devemos esquecer um pouco nossas cores e lutar pelos interesses de nossos administrados, que para isso nos colocaram aqui, a eles e a nós.

Que lhe falta ao Concello de Vilardevós que não deixará concluir esta legislatura sem que fique resolvido?
Vá, menuda pergunta. Ao Concello de Vilardevós faltam-lhe tantas coisas que estaríamos aqui horas as relatando. Nosso repto, nestes momentos, é pôr em marcha a residência da terceira idade o quanto antes e seguir aprofundando em melhorar nossos serviços sociais, porque, lamentavelmente, estamos num município muito muito envelhecido. Ainda que asseguro-te que às vezes sentimos muita impotencia, porque não chegamos a fazer todo o que quiséssemos fazer.

Vejo sua política muito centrada na gente maior.
Por suposto, são nossa primeira prioridade, mas também estamos a trabalhar em ajudar àquelas famílias menos favorecidas, algumas inclusive que precisam imperiosamente uma moradia. Estamos pendentes de conseguir que se comecem a reabilitar as moradias do grupo escolar, porque temos bastantees petições de gente que não tem casa onde estar. Mas também faremos especial incidência na renovação de todas aquelas estradas que possamos. Ter umas boas comunicações é fundamental.

Chegará Dom Rodolfo Núñez a ter sua rua em Vilardevós?
Nós não nos negamos a lhe outorgar uma rua a um vizinho tão ilustre como Dom Rodolfo. O único que dizemos é que o partido socialista elegeu uma rua para se outorgar esse nome e há gente nessa rua que se opõe à mudança. Nós o que não vamos fazer é nomear essa rua por decreto. Queremos o consenso dos vizinhos implicados. Não dizem muitos que devemos dialogar?, pois nós como grupo de governo não tomaremos a decisão sem ter o absoluto consentimento dos afectados. Se todos os residentes dessa rua nos assinam um documento com seu consentimento, te asseguro que nós não duvidaremos em honrar com uma rua a um de nossos vizinhos mais ilustres. Não temos nada contra Dom Rodolfo, só queremos o consenso de todos os residentes.

No outro dia seu colega de Baltar pôs data de caducidad a seu mandato. Com sessenta anos a suas costas, propõe-se dizer adeus ao final deste mandato?
Ainda ficam quatro anos por diante e é muito elucubrar. Fica-nos muito por fazer, eu sou dos que está às oito menos dez na nave com os operários do Concello, estou comprometido a trabalhar pelos vizinhos de Vilardevós. Dentro de quatro anos, se parece-lhe, falamos.


O prefeito cobra ou vai cobrar?
Pois, por enquanto não cobra. Na passada legislatura cobrei os últimos três anos e na actual não sê se chegarei a cobrar. Neste mandato ainda não tomei a decisão de me atribuir alguma retribuição. Acho que já se vê o interesse que posso ter.

O PSOE diz que o Concello não tem recursos económicos.
Podem dizer o que queiram, a gestão que fizemos nesta prefeitura lhe valeu se situar entre os 20 primeiros de todo o Estado em gestão económica. Não temos um crédito, se está a fazer a gestão que se tem que fazer, e se se gasta é porque este grupo de governo está a fazer trabalhos que dantes não se fizeram.

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